quarta-feira, 19 de junho de 2019

Vencedora a nível nacional da Edição 21 do Concurso de Redacções da SADC em 2019


"Como é que os programas centrados na juventude podem contribuir para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da Região da SADC"

Para que um desenvolvimento socioeconômico sustentável, é necessária a colaboração de todos,  aplicando habilidades e ideias inovadoras. É notável a criatividade nos jovens por disporem de mais tempo, pensam de forma revolucionária, solucionando na teoria vários problemas da sociedade Austral,  problemas sociais e económicos.

Para alcançar um desenvolvimento significativo e sustentável, pode-se melhorar os serviços socioeconômicos e infra-estruturas, tendo em conta que infra-estruturas são elementos considerados necessários para o funcionamento e desenvolvimento efectivo de uma sociedade, é importante melhorar as escolas que são algumas das principais infra-estruturas base de uma nação. Os Estados Membros da SADC devem melhorar e construir novas escolas abrangendo zonas com poucas escolas ou que se calhar não têm nenhuma,  para diminuir o índice de analfabetos jovens. Relacionado a educação com condições socioeconômicas, existe uma mentalidade na nossa sociedade de que estudar não é para todos, então deve-se adoptar programas de educação  social sobre a importância da educação formal. Hoje a educação é cada vez mais cara em grandes cidades e,  cansativa nas zonas rurais para jovens de famílias menos favorecidas. No primeiro ponto, o custo dos transportes vem subindo nos últimos anos e estes tornam-se escassos, a criação de uma linha de transportes públicos para estudantes com tarifas baixas,  facilitaria a vida de muitos que não têm condições. No segundo ponto fazendo uso de um exemplo, se um aluno precisa atravessar um rio agitado 2 vezes por dia ou então caminhar milhas para chegar a escola, a melhor opção vista por este jovem é ficar em casa,  o que nos mostra a necessidade de construir pontes, estradas e escolas mais próximas de vilas para o fácil acesso e uma locomoção viável de jovens que sentiriam mais vontade de se fazer as escolas. Formar educadores também é uma atitude importante. Hospitais também tem a sua importância no alcance de um desenvolvimento socioeconômico sustentável, porque hoje em dia muitas doenças afectam a população e isso reduz a produtividade e o crescimento econômico. São esses os principais sectores que devem receber atenção para o alcance de um desenvolvimento significativo e sustentável.

Por programas liderados por jovens e orientados para jovens, entendo como projectos e associações que contam com a participação e direcção de jovens com objectivo de aproveitar o seu potencial inovador e estratégico, convertendo esforços para o alcance de outros jovens, e uma cooperação juvenil no desenvolvimento socioeconômico saudável da África Austral. Integrando a população jovem em actividades que os ajudem a saber organizar suas ideias e ganhar experiência para tornarem-se auto-suficientes. A fundação Girl Move por exemplo, que apesar de ser destinada somente a jovens mulheres moçambicanas, tem desenvolvido seu potencial de liderança e capacitado mulheres para os principais serviços de liderança no país e cria para elas, várias oportunidades de emprego. Se mais fundações como esta fossem criadas, que abracem todos os jovens, homens assim como mulheres,  através da mobilização do sector privado e da comunidade internacional pelos governos dos Estados Membros da SADC.

Para melhorar os padrões de vida da população jovem, é necessário tomar atenção a saúde, educação, alimentação e habitação dos jovens. Na saúde, incentivar a prática de desporto para manter a saúde, promover palestras sobre a criação de bons hábitos que mantenham o corpo e a mente saudável, porque corpo saudável é igual a mente saudável mas,  hoje em dia os jovens se interessam menos pelo desporto por isso deve-se difundir a sua importância, o desporto também necessita de apoio financeiro logo deve-se mobilizar fundos de apoio ao desporto que também ajuda no desenvolvimento socioeconômico. Falar de saúde e também falar de alimentar-se bem,  uma boa alimentação é baseada principalmente em alimentos naturais que podem ser agrícolas e pecuárias, então é importante investir na integração da população jovem no cultivo e produção desses produtos para venda e consumo, a venda ajuda a melhorar as condições económicas e sociais dos jovens. A educação nutricional também é importante. Condições de habitação são importantes porque a forma como vivemos influencia nas nossas actividades produtivas como estudar e trabalhar. Para uma educação de qualidade é importante ter uma saúde forte,  alimentar-se e viver bem, esses aspectos necessitam de atenção para melhorar a qualidade de vida dos jovens dos países da SADC relacionam-se e são os principais.

São diversas as competências críticas exigidas pela população jovem da SADC para tornarem-se autossuficientes dos seus governos mas, as primeiras e mais importantes são, ter uma mente aberta, pensar de forma inovadora, ter força de vontade e estar disposto a aprender coisas novas e ampliar suas aptidões, não ter medo de expressar-se e ser dedicado. Como alunos do ensino secundário, para podermos ser autossuficientes devemos buscar conhecer a forma como as coisas são feitas, possuir conhecimento e usa-lo como uma arma pronta a atirar. Porque hoje, as oportunidades são escassas e os jovens devem estar prontos logo na primeira chance que nos é dada, sendo visionários e estar sempre a procura de novas formas de aprender pois, quanto maior a experiência, maiores são as oportunidades.

É importante a tarefa que os Estados Membros da SADC tem de integrar os jovens e cultivar a sua participação no crescimento econômico mas, para o efeito deve-se atrair o interesse dos jovens em actividades que ajudem no crescimento econômico da África Austral, os Estados Membros devem abrir caminho para oportunidades de negócios destinadas aos jovens, disponibilizar estágios profissionais que sirvam como meio de aquisição de experiência e exposição de ideias pelos jovens, integrar os jovens em sectores de desenvolvimento económico, cada um consoante suas habilidades, munir os jovens de tecnologias e técnicas de produção. Gostaríamos que investissem mais na nossa formação. É importante usar jovens de sucesso como exemplo, começando o trabalho com um número pequeno a fim de abranger todos. Capacitar jovens para liderar actividades económicas, usar de meios disponíveis a cada um para alcança-los, sejam meios informáticos ou então com trabalho de campo, que necessita de apoio para poder-se chegar aos jovens mais distantes e mais desfavorecidos, a falta de fundos é uma se é que não a maior lacuna na capacitação de jovens, a falta de interesse por parte dos jovens também é um grande obstáculo.

Temos como desafios e obstáculos enfrentados pela juventude que impedem a participação dos jovens no desenvolvimento socioeconômico, principalmente o tempo de experiência ou a experiência que é exigida aos jovens e a falta de condições para aquisição de experiência, não há espaço no mercado profissional para os jovens por nos considerarem incapazes, durante a redação mencionei muitas vezes a experiência porque é muito importante, precisamos de apoio à fim de encontrar formas para ganhar experiência, também podemos cooperar entre jovens, partilhando experiência e quando surgir a oportunidade estaremos preparados para mostrar que somos capazes de fazer qualquer coisa e assim ajudar a África Austral no seu desenvolvimento socioeconômico. Pensar positivo,  ter força de vontade, rigor e determinação nas nossas escolhas para o futuro.

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Autora: Leandra Edna Artur Mabjaia
Escola Secundária Samora Moisés Machel- Beira
Primeiro Lugar no Concurso das Escolas Secundária da SADC a nível nacional em 2019

Instituições Membros da CONSADC


1.     Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações

2.      Associação dos Aposentados de Moçambique

3.    Associação dos Deficientes de Moçambique

4.    Associação dos Mineiros Moçambicanos (AMIMO)

5.    Associação para o Estudo e Defesa do Consumidor (PROCONSUMERS)

6.    Associação pelo Desenvolvimento Sustentável (ABIODES)

7.    Associação Rural de Ajuda Mútua (ORAM)

8.     Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO)

9.    Autoridade Tributária de Moçambique a)

10. Banco de Moçambique

11. Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA)

12. Conselho Cristão de Moçambique

13. Conselho Nacional da Juventude

14. Conselho Nacional de Desporto

15. Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA

16. Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade

17. Gabinete de Informação (GABINFO)

18. Instituto Nacional de Estatística

19. Ministério da Administração Estatal e Função Pública

20. Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar

21. Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional

22. Ministério da Cultura e Turismo

23.  Ministério da Economia e Finanças

24. Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano

25.  Ministério da Indústria e Comércio

26. Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos 

27. Ministério da Juventude e Desporto

28. Ministério da Saúde

29. Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

30. Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos

31. Ministério dos Recursos Minerais e Energia

32. Ministério do Género, Criança e Acção Social

33. Ministério do Interior

34. Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas

35. Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social

36. Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

37. Ministério dos Transportes e Comunicações

38. Núcleo de Arte

39. Ordem dos Engenheiros de Moçambique

40. Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS)

41. Sindicato Nacional de Jornalistas

42. Autoridade Tributária

Concurso de Redacções da SADC em 2019


DELIBERAÇÃO DE VINTE E OITO DE MAIO DE DOIS MIL E DEZANOVE DO JÚRI NACIONAL DE ADJUDICAÇÃO DO 21º CONCURSO DE REDACÇÕES DAS ESCOLAS SECUNDÁRIAS DA SADC
Reunido no dia Vinte e oito de Maio de dois mil e dezanove, das oito horas e trinta minutos às Quinze horas e trinta minutos, o Júri Nacional de Adjudicação do Concurso de Redacções das Escolas Secundárias da SADC deliberou o seguinte: ……………….………..

Único: Após a avaliação das Trinta Redacções, em representação de todas as províncias, sendo três por província, com a excepção da Província de Manica que não apresentou candidaturas, o Júri apurou os seguintes vencedores a nível nacional:….......………………………………..

·         Primeiro Lugar: LEANDRA EDNA ARTUR MABJAIA, Escola Secundária Samora Moisés Machel-Beira, Província de Sofala;

·         Segundo Lugar: LEONEL ZACARIAS DOMINGOS CUMBANA, Escola Secundária 3 de Fevereiro, Cidade de Inhambane, Província de Inhambane; e

·         Terceiro Lugar: EUGÉNIA HUMBERTO E. ROCHA, Escola Secundária Geral 25 de Setembro - Quelimane, Província da Zambézia.

 Maputo, aos Vinte e oito de Maio de dois mil e dezanove.…………………………

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Membros do Júri ……………………………………………………………………….

  • Justino Saveca _____________________________________________

  • Felisberta Estrela Mabombo Chiziane ____________________________

·         Rosa Vânia da Cruz Nandja ____________________________________

·         Paulo Xavier Balói ______________________________________

 Representante do Secretariado Técnico da Comissão Nacional da SADC

 Pedro José Cossa _____________________________________________

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Concurso de Redaccoes em 2019_Regulamento


CONCURSO DE REDACÇÕES PARA ESCOLAS SECUNDÁRIAS DA SADC

 

ANÚNCIO

A Comissão Nacional da SADC, em Moçambique, anuncia o lançamento do CONCURSO DE REDACÇÕES PARA ESCOLAS SECUNDÁRIAS DA SADC aberto a todos os estudantes nacionais matriculados nas escolas estatais e privadas nas 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 12ª classes, no ano lectivo de 2019.

 
REGULAMENTO DO CONCURSO

Introdução

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) foi fundada em 1980 como Conferência de Coordenação do Desenvolvimento da África Austral (SADCC).

A SADCC foi transformada em SADC a 17 de Agosto de 1992 e actualmente integra 16 Estados Membros, nomeadamente África do Sul, Angola, Botswana, União das Comores, República Democrática do Congo, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Swazilândia, República Unida da Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. A Visão da SADC é de um futuro comum, um futuro inserido numa comunidade regional que assegurará o bem-estar económico, a melhoria do nível e da qualidade de vida, a liberdade e a justiça social, bem como a paz e a segurança para a população da África Austral. Esta Visão compartilhada está enraizada nos valores e princípios comuns e nas afinidades históricas e culturais existentes entre os povos da África Austral.

 O concurso de redacções das escolas secundárias da SADC é coordenado em Moçambique pela Comissão Nacional da SADC (CONSADC) e a sua divulgação é feita com o apoio do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano bem como dos Pontos Provinciais de Contacto da CONSADC.

 O tópico do presente Concurso é derivado do Lema da 38ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC que é: “Promovendo o desenvolvimento de infra-estruturas e o empoderamento dos jovens para o desenvolvimento sustentável”

 
Elegibilidade

Todos os alunos das escolas secundárias cidadãos dos Estados Membros da SADC podem participar no concurso nos respectivos países.

 
Tópico

O tópico do Concurso de Redacções das Escolas Secundárias da SADC, Edição de 2019, é: “Como é que os programas centrados na juventude podem contribuir para o desenvolvimento socioeconómico sustentável da Região da SADC?

 
Instruções

A redacção deverá:

 
a)       Discutir como os Estados Membros da SADC podem melhorar os seus serviços socioeconómicos e de infra-estruturas a fim de alcançar um desenvolvimento significativo e sustentável. (15 pontos);
 

b)       Discutir o que entende por programas liderados por jovens e orientados para os jovens, dando exemplos de projectos de desenvolvimento sustentável significativos dentro da região da SADC e como todos esses projectos têm melhorado a vida da população da SADC, especialmente dos jovens. (15 pontos);

c)       Discutir com profundidade os programas sociais e de desenvolvimento que elevarão significativamente os padrões de vida da população jovem da região, tendo em consideração que a região da SADC tem uma das maiores populações jovens do mundo e isto significa que a região deveria implementar medidas para melhorar a vida desta população. (20 pontos);
 

d)       Identificar, como aluno do ensino secundário, as principais competências críticas que são exigidas pela população jovem da SADC para serem autossuficientes dos seus governos e como podem aplicar esse conjunto de competências, tendo em consideração as oportunidades e recursos limitados que os jovens enfrentam. (20 pontos);

 
e)       Discutir como os governos podem abordar o facto de que os Estados Membros da SADC têm uma tarefa gigantesca de integrar e cultivar a participação dos jovens nas questões de crescimento económico e identificar as lacunas e os desafios associados ao aproveitamento do potencial da juventude. (15 pontos); e

 
f)        Discutir os desafios e os obstáculos enfrentados pela juventude que impedem a participação dos jovens no desenvolvimento socioeconómico e os conhecimentos que partilharia com os jovens no que concerne a ideias e escolhas significativas para o sucesso na vida. (15 pontos).

 
Informação adicional

1.       Todos os trabalhos a concurso deverão (i) ter entre 1.000 e 1.200 palavras e (ii) ser numa das línguas de trabalho da SADC, nomeadamente, inglês, português e francês. Embora os trabalhos a concurso possam ser manuscritos, os concorrentes são encorajados a dactilografar as suas redacções.


2.       Os trabalhos a concurso deverão conter todos os detalhes de contacto do concorrente, incluindo endereço físico, números de telefone/telemóvel e, onde for aplicável, de Fax e endereço de correio electrónico (E-mail), nome do estudante concorrente, nome da escola e da província. Todos os dados sobre o concorrente devem constar apenas na última página e tal página não deve conter o conteúdo da redacção.

 
3.       Os trabalhos a concurso devem ser submetidos às Direcções Provinciais de Educação e Desenvolvimento Humano, até dia 26 de Abril de 2019 (Sexta-Feira). Cada Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano fará o apuramento das três melhores redacções a nível provincial e submetê-las ao Ponto Provincial de Contacto da CONSADC, até 9 de Maio de 2019 (Quinta-Feira), e submeterá a lista dos vencedores à consadc@gmail.com

 Os Pontos Provinciais de Contacto da CONSADC são:

Cabo Delgado:
Direcção Provincial de Economia e Finanças
Niassa:
Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações
Nampula:
Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações
Tete:
Direcção Provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social
Zambézia:
Direcção Provincial da Indústria e Comércio
Manica:
Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar
Sofala
Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações
Inhambane:
Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações
Gaza:
Direcção Provincial da Indústria e Comércio
Maputo Província
Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações
Maputo Cidade
Direcção da Indústria e Comércio

 
4. Da decisão do Júri Provincial não há recurso.

5. Cada Ponto Provincial de Contacto da CONSADC submeterá ao Secretariado Técnico da CONSADC, em Maputo, as três melhores redacções da província, por correio electrónico, em formato de WORD, até Terça-Feira, 14 de Maio de 2019 (consadc@gmail.com) e as redacções em formato físico, até 17 de Maio de 2019 (Sexta-Feira).

6. Os trabalhos a concurso recebidos das províncias serão analisados por um júri, a nível nacional, constituído por elementos a serem indicados pelo Director da CONSADC, sob a proposta do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, que selecionará as três melhores obras para serem submetidas ao Secretariado da SADC, em Botswana.

7.       Os vencedores a nível nacional em Moçambique serão anunciados no dia 28 de Maio de 2019 (Terça-Feira) e os prémios serão atribuídos numa cerimónia pública, por ocasião das comemorações do Dia da SADC: 17 de Agosto.

8.       Haverá três prémios nacionais que serão atribuídos da seguinte maneira: 1º Prémio = o equivalente a USD500 em meticais; 2º Prémio = o equivalente a USD300 em meticais; e 3º Prémio = o equivalente a USD200 em meticais

9. Da decisão do Júri Nacional não há recurso.

10.   Os três vencedores a nível nacional de cada Estado Membro competirão depois a nível regional.

11.   Haverá três prémios regionais que serão atribuídos da seguinte maneira: 1º Prémio = USD1.500; 2º Prémio = USD1.000 e 3º Prémio = USD750

12.   Os familiares directos dos quadros do Secretariado da SADC, das Comissões Nacionais da SADC e dos Coordenadores Nacionais dos Media da SADC e dos Pontos Nacionais de Contacto da SADC bem como dos Pontos de Contacto da CONSADC a níveis central, provincial e distrital, não participam no concurso.

13.   Recomenda-se que os exemplares do regulamento deste Concurso sejam afixados nas vitrinas de todas as escolas das 8ª, 9ª, 10ª, 11ª e 12ª classes.

14.   Cópia deste Regulamento está também disponível no Portal da CONSADC: www.consadcmocambique.blogspot.com


Informações adicionais disponíveis através de consadc@gmail.com
Maputo, 31 de Janeiro de 2019.

 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Dia do Criador / Artista da SADC em 2018

A 14 de Outubro de 1994, a SADC emitiu, em Mangochi, na República do Malawi, a Declaração Contra a Pirataria com vista a proteger os Direitos do Autor e Direitos Conexos. Em Agosto de 1996, o Conselho de Ministros da SADC reunido em Maseru, no Reino do Lesotho, declarou que 14 de Outubro é dia do Criador da SADC. Assim, a data passou a ser celebrada oficialmente por todos os Estados membros.

Nestes termos, é da responsabilidade do Ministério da Cultura e Turismo:

a) Envolver cada vez maior número de artistas e instituições de defesa da propriedade intelectual do País, nas comemorações do 14 de Outubro, Dia do Criador da SADC – Dia do Artista;

b) Encorajar a participação dos artistas nas comemorações alusivas ao 14 de Outubro, a nível nacional, de modo que os objectivos da data sejam amplamente divulgados e os benefícios das comemorações impactem sobre a vida dos artistas e inovadores, em defesa da sua obra, propriedade intelectual e industrial;

c) Divulgar amplamente a mensagem alusiva ao 14 de Outubro, nos órgãos de comunicação social;

d) Publicar a mensagem alusiva às comemorações no jornal no próprio Dia 14 de Outubro;

Por decisão do Grupo Ministerial de Trabalho da CONSADC da área de Desenvolvimento Social e Humano e Programas Especiais, o Ministério da Cultura e Turismo deverá submeter

a) Informações preliminares, ao Secretariado Técnico da CONSADC, sobre os preparativos das comemorações do Dia 14 de Outubro, até dia 30 de Junho de cada ano; e

b) O relatório das comemorações ao Secretariado Técnico da CONSADC, até 31 de Outubro de cada ano.

 Em cumprimento das decisões da CONSADC, o Ministério da Cultura e Turismo identificou o artista Moreira Chonguiça para emitir a Mensagem referente ao ano de 2018. A mensagem foi publicada no Jornal Notícias do dia 18 de Outubro de 2018, na página 13:

Mensagem alusiva ao Dia do Criador da SADC
14 de Outubro de 2018
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) dedica-se à cooperação e integração sócio-económica, bem como à cooperação em matérias de política e segurança. Neste sentido, harmonizou leis, fez acordos, reorganizou mercados como forma de criar uma plataforma equilibrada onde cada país pode tirar vantagem. A população da SADC é essencialmente jovem. É neste grupo etário que encontramos magníficas obras de Criadores e existe maior tendência e abertura para novas experiências.
A arte, produto do Criador, é a expressão e manifestação do ser humano em relação as emoções, experiências, ao quotidiano no geral, podendo ser apresentada em forma de pintura, música, desenho, escultura, poesia, dança, e outros. Ela desempenha diferentes papéis nas sociedades e está presente as diferentes áreas da vida. A arte pode ser vista como: 1) expressão do ser humano; 2) ferramenta de terapia (cura, autoconhecimento e análise); 3) comunicação; 4) educação e 5) sustentabilidade. É na perspectiva de arte como sustentabilidade que encontramos a vertente integradora dos povos. Na troca de conhecimentos e experiências através das diferentes manifestações artísticas, o Criador precisa de fazer parte de uma cadeia de valores:
A observância e valorização das diferentes etapas da cadeia de valores é que tornará o produto do Criador valioso e sustentável. A desvalorização do produto proveniente do criativo deriva da falta de estrutura e legislação para a protecção da propriedade intelectual (existência de estúdios, museus especializados, salas para concerto/exposições, galerias, legislação, plano de educação, plano de inserção de actividades de natureza criativa desde a creche até ao ensino superior).
Encontra-se Criadores em diferentes áreas de conhecimento. Entretanto, é na criação da arte como expressão do ser humano que encontramos os maiores desafios. Muitas vezes, a arte é vista como algo periférico. Para que tal não aconteça, os Criadores têm de ser institucionalizados e certificados de acordo com a legislação tal como acontece com os médicos, juristas, militares, políticos. Esta institucionalização vai criar uma inflacção real, protecção e ambição de querer fazer melhor produto. Vai criar um mercado doméstico de aceitação como produto e marca para exportação. Vai criar valor acrescentado, tangível e intangível, na cadeia de valores.
Portanto, qualquer ser humano pode criar, a questão que se coloca é contextual: o que criou? Daí a necessidade da institucionalização e segmentação do produto do Criador. Temos de ter em consideração que os museus, festivais, galerias, salas de teatro têm critérios para aceitação, mas é discutível. Os espaços de exposição ou de apresentação da arte têm regras/escalões e se quisermos fazer parte da vila global, de que faz parte a SADC, temos que nos inserir e acreditar que o criador tem de ser remunerado tal como todos os criadores de outras áreas (advogados, psicólogos, terapeutas, conselheiros políticos, médicos, economistas, engenheiros, de entre outros segmentos da sociedade civil).   
De um modo geral, o criador é o maior contribuinte de qualquer economia. Esta afirmação mostra-se controversa pelo facto da percepção de valor tangível e intangível variar de nação para nação. Mencione-se que as sociedades seculares têm melhor perspicácia e preparo para respeitar a propriedade intelectual, diferentemente dos países cujas independências são recentes. Outro aspecto fundamental, é que a evolução da tecnologia está a um ritmo bastante acelerado e predispõe de plataformas virtuais que podem ser usadas em prol da arte como negócio. Denota-se, no entanto, que a tecnologia está tão avançada que o bloco da SADC parece não conseguir acompanhar o ritmo por falta de formação e legislação actualizada, com a excepção da República da África do Sul em todos os sectores da indústria criativa.
Os criadores/artistas de Moçambique e Angola, por exemplo, têm uma oportunidade única que advém de um factor histórico que pode ser capitalizado, o facto de terem o Português como língua oficial. A nível da SADC, Moçambique e Angola, usando-se das semelhanças linguísticas que derivam do factor colonizador; da localização geográfica (países do litoral), e dos acordos bilaterais assinados nas diferentes áreas podem elevar o aspecto linguístico como um factor diferencial atractivo, que os evidencia dos outros povos da SADC. Depende dos fazedores de leis e influenciadores de ambos os países saber como vão “empacotar” o produto para apresentá-lo de forma aliciante e com alto valor comercial e emocional sustentável.
Portanto, no final, tudo depende da atitude do país a nível governamental, corporativo e privado têm face ao mundo. Existe a necessidade de se acreditar, ter astúcia, atitude. E isto só será possível se os governos e fazedores de leis corporativo e privado a nível doméstico (nacional), depois a nível regional e mais tarde a nível mundial, tiverem bem definidos os objectivos a alcançar e focalizarem-se apenas nos pontos fortes. Cada nação deve saber o que ir buscar para poder oferecer o melhor de si que possa ter valor universal.


Vamos vencer.
“In Culture we Trust”.

 Por Moreira Chonguiça 13/10/2018